28/02/2025 às 01h16m
Polícia Civil deflagra operação contra peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro; deputado Joel da Harpa é um dos investigados
Oitenta policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e realizam bloqueio judicial de ativos financeiros.
Uma operação desencadeada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (27), contra uma organização criminosa envolvida com crimes de peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Um dos investigados é o deputado estadual Joel da Harpa (PL).
A investigação, realizada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), começou em abril de 2022.
Nesta quinta-feira (27), 80 policiais civis cumprem 14 mandados de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio judicial de ativos financeiros, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Um dos mandados foi cumprido na casa do parlamentar, na avenida Bernardo Vieira de Melo, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes.
A Polícia Civil não divulgou o nomes dos envolvidos. A reportagem, porém, confirmou com fontes do executivo estadual e parlamentares que Joel da Harpa está entre os investigados.
Procurado pelo g1, o deputado não quis conceder entrevista, preferiu enviar um vídeo para falar sobre a operação. No material, ele confirma que a polícia esteve em sua residência e afirma que conversou com o delegado por telefone, quando teria sido informado sobre uma investigação iniciada em 2015.
"Como alguém encontraria alguma coisa na minha casa, mesmo que supostamente houvesse alguma coisa de dez anos atrás? Lógico que não encontraria. A tentativa era de encontrar algo novo e nada encontraram".
Alegando perseguição, ainda no vídeo, Joel da Harpa afirma que assumiu a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa há uma semana "...e já venho incomodando muita gente".
"Continuo acreditando na Justiça de Pernambuco, mas gostaria de fazer uma pergunta: a quem interessou a entrada da polícia na minha casa hoje? O que queriam encontrar?", disse.
A Assembleia Legislativa também foi procurada para comentar o caso, mas não deu retorno.
A operação de repressão qualificada foi batizada de "Projeto Restrito" e está sob o comando do delegado Rodolfo Bacelar.